Basílica Imaculado Coração de Maria
Notícias da Igreja
 
 
06.Mai - Papa: a Igreja não anuncia a si própria, mas aponta para a salvação em Cristo
Continuando o ciclo de catequeses sobre a Constituição Dogmática

Depois da viagem à África, o Papa retomou suas catequeses sobre os documentos conciliares, comentando hoje o Capítulo VII da Lumen Gentium. Neste tópico, a Constituição sobre a Igreja do Concílio Vaticano II reflete sobre uma das suas características definidoras: a dimensão escatológica.


 


"A Igreja, de fato, percorre esta história terrena sempre orientada para o seu objetivo final, que é a pátria celeste", explicou o Pontífice. Essa é uma dimensão essencial que, no entanto, muitas vezes é negligenciada ou minimizada porque se foca no que é imediatamente visível e nas dinâmicas mais concretas da vida da comunidade cristã.


 


Denunciar o mal em todas as suas formas


 


Povo de Deus que caminha na história, a Igreja tem o Reino de Deus como fim de todo o seu agir. Isto significa que ela não se identifica perfeitamente com o Reino de Deus, pois o cumprimento definitivo deste somente ocorrerá no fim dos tempos. Guardiã de uma esperança que ilumina o caminho, afirmou o Papa, é também investida da missão de pronunciar palavras claras para rejeitar tudo o que mortifica a vida e impede o seu desenvolvimento e a tomar posição em favor dos pobres, dos explorados, das vítimas da violência e da guerra e de todos os que sofrem, no corpo e no espírito.


 


“Sinal e sacramento do Reino, a Igreja é o povo de Deus em peregrinação na terra, que, partindo da promessa final, lê e interpreta a dinâmica da história a partir do Evangelho, denunciando o mal em todas as suas formas e anunciando, por palavras e ações, a salvação que Cristo deseja realizar para toda a humanidade e o seu Reino de justiça, amor e paz. A Igreja, portanto, não anuncia a si própria; pelo contrário, tudo nela deve apontar para a salvação em Cristo.”


 


Nenhuma instituição eclesial pode ser absolutizada


 


Nesta perspetiva, a Igreja é chamada a reconhecer humildemente a fragilidade humana e a transitoriedade das suas instituições, que, embora sirvam o Reino de Deus, transportam a imagem fugaz deste mundo (cf. LG, 48). "Nenhuma instituição eclesial pode ser absolutizada", recordou Leão XIV. Pelo contrário, já que vivem na história e no tempo, são chamadas à conversão contínua, à renovação das formas e à reforma das estruturas, à regeneração constante das relações, para que possam verdadeiramente corresponder à sua missão.


 


Na comunhão dos santos, formamos uma única Igreja


 


No contexto do Reino de Deus, outro ponto a ser compreendido é a relação entre os cristãos que cumprem a sua missão hoje e aqueles que já concluíram a sua existência terrena e se encontram em estado de purificação ou beatitude.


 


A Lumen Gentium, de fato, afirma que todos os cristãos formam uma só Igreja, que existe uma comunhão e partilha dos bens espirituais fundada na união de todos os fiéis com Cristo, uma fraterna sollicitudo entre a Igreja terrena e a Igreja celeste. Ao rezarmos pelos defuntos e ao seguirmos os passos daqueles que já viveram como discípulos de Jesus, também nós somos amparados na nossa caminhada e fortalecemos a nossa adoração a Deus.


 


"Sejamos gratos aos Padres Conciliares por nos terem recordado essa dimensão tão importante e bela do ser cristãos, e procuremos cultivá-la nas nossas vidas", pediu o Santo Padre, ao concluir a sua catequese.


 


Fonte: Vatican News


Fotógrafo: Reprodução de imagem Vatican News


Indique a um amigo
 

(21) 99947-9009 (WhatsApp) | (21) 2501-4574 (fixo)

Rua Coração de Maria, 66 - Méier - Rio de Janeiro/RJ

Basílica Imaculado Coração de Maria